Historiadores e teólogos concordam que aquele hino cantado era o Hallel (Salmos 113 a 118), tradicionalmente entoado no fim da Páscoa. Jesus foi para o sacrifício com palavras como "O Senhor é a minha força e o meu cântico" (Sl 118:14) nos lábios.
No cenário de uma noite sombria, a ultima ceia havia acabado. O ambiente na sala era de mistério, tensão e tristeza profunda. Jesus havia acabado de revelar que um deles o venderia, que Pedro o negaria e que quase todos presentes fugiria. Seu corpo seria entregue e partido como o pão. Seu sangue derramado como o vinho.
O peso do pecado do mundo inteiro já começava a esmagar os ombros de Jesus.
Ele sabia exatamente o que o esperava no Getsêmani (suor de sangue) e no Calvário (o abandono do Próprio Pai e a crucificação).
Diante da morte iminente, Jesus não murmura, não se desespera, não foge. Jesus canta! O Filho de Deus entoa suas próprias palavras registradas em:
Salmo 116:3 - "Os laços da morte me cercaram... então invoquei o nome do Senhor", e do Salmo 118:6: "O Senhor está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem".
O que Jesus quer hoje nos ensinar sobre louvar, seja de dia ou em noites sombrias, em qualquer hora, circunstancia ou lugar:
Ponto 1: Que cantar a palavra de Deus não depende das circunstâncias:
- Jesus canta o Salmo 118:1: "Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre". Pense nisso: Jesus declara que Deus é bom no momento em que está prestes a ser entregue aos seus algozes. O seu louvor não estava baseado no conforto daquela noite, mas na fidelidade eterna do Pai.
- Muitas vezes, nosso louvor se torna puramente emocional ou circunstancial. Cantamos com alegria se o emprego e as finanças vão bem, se a saúde está perfeita ou se não há problemas para administrar. Mas se a vida aperta, nosso louvor e sorriso tende a amarelar, silenciar ou murmurar.
- O verdadeiro louvor é um ato de fé, obediência, disciplina e não de sentimentos. Quando a igreja louva em meio à dor, ela está dizendo ao mundo: "O meu Deus continua sendo bom, mesmo quando o meu dia não é tão bom como eu desejaria".
Ponto 2: Que cantar a palavra de Deus nos alinha para batalhar:
Eles cantaram o hino e, logo em seguida, saíram para o Monte das Oliveiras. O louvor foi a ponte entre a comunhão da mesa, a agonia do Getsêmani e o sacrifício na cruz. Jesus usou as Escrituras cantadas para fortalecer Seu coração humano para a batalha que estava por vir.
O louvor não é o "entretenimento" que antecede a pregação; o louvor é uma arma espiritual. Ele tira os nossos olhos dos problemas e os coloca na grandeza de Deus. No Salmo 118:10-11, que Jesus cantou, diz: "Todas as nações me cercaram, mas no nome do Senhor as despedacei".
A adoração constante nos prepara para os combates de todos os instantes. Se entrarmos nas lutas da vida sem adoração e confiança no coração, seremos facilmente abatidos pela ansiedade, estresse e depressão. Nós não louvamos porque a batalha acabou; nós louvamos para nos alinhar com o General da nossa vitória enquanto a batalha acontece.
Ponto 3: Jesus cantou profetizando a Vitória antes de humanamente conquista-la
- No encerramento do Hallel (Salmo 118:22-24), as palavras dizem: "A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele".
- Jesus sabia que Ele era a Pedra Rejeitada. Ele sabia que o "dia que o Senhor fez" incluiria a escuridão da crucificação. Mas Ele cantou sobre isso com alegria porque sabia que a rejeição geraria a nossa salvação, e que a morte seria vencida na ressurreição! Ele cantou a vitória antes de passar pela cruz.
- Como não cantarmos para "proclamar a vitória de Jesus." Nós cantamos porque a sua e nossa vitória já foi por ele conquistada na cruz. O hino que Jesus cantou garante que a última palavra sobre a nossa vida, trabalho, familia e ministério provem de Deus, da Pedra Angular
- Ele vive para sempre a morte venceu!
- Se o próprio Salvador, carregando o peso dos nossos pecados, encontrou motivos para louvar ao Pai a caminho do Getsêmani, nós — que fomos lavados e remidos por esse sacrifício — temos todos os motivos do mundo para agora O adorar.
- Jesus nos ensinou que o louvor independe das circunstancias (Ponto 1).
- Jesus nos mostrou que o louvor nos blinda emocionalmente para o dia mau (Ponto 2).
- Jesus profetizou a nossa redenção através de um cântico de triunfo (Ponto 3).
- Apelo Prático:
- Qual tem sido a melodia da sua vida ultimamente? O hino da confiança ou o cântico da desilusão?
- Pb. Wanderson Silva
- Ministrações e adaptações